A Maravilhosa História da Mulher que Foi Tirar um Retrato – 2018

Monólogo idealizado por Luisa Friese e dirigido por Joelson Gusson retrata , com perspicácia, as mudanças atravessadas pelas mulheres nas últimas décadas. Para falar de tudo isso a atriz dá vida a ninguém menos que a heroína dos quadrinhos, a Mulher Maravilha. A montagem estreia dia 5 no Sesc Tijuca

Uma mulher chega a um estúdio. Está ali para renovar seu book fotográfico. Um tanto a contragosto, diga-se. “Depois me enchem de photoshop e vou parecer ter 20 anos. Podiam usar as fotos antigas”. Será ela uma diva do cinema? Um símbolo sexual? A musa que revolucionou comportamentos? Sim, todas elas. Ela é simplesmente a Mulher Maravilha, personagem criada em 1941 por William Moulton Marston. Durante as fotos, ela recorda a própria trajetória e, com isso, reflete sobre as principais transformações pelas quais a mulher passou da Segunda Guerra aos dias de hoje. Essa é a linha mestra de “A maravilhosa história da mulher que foi tirar um retrato”, monólogo dirigido por Joelson Gusson, que volta a levar à cena questões atuais. A célebre heroína será vivida por Luisa Friese, que repete com o diretor a parceria de montagens como “Hotel Brasil” e “O animal que ronda”. Joelson e Luisa assinam a dramaturgia que tem ainda a colaboração de Cecília Ripoll. A estreia é dia 5 de outrubro no Sesc Tijuca.

No espetáculo a Mulher Maravilha, personagem ícone mundial e símbolo feminista, sai dos quadrinhos e repensa o seu papel nos dias de hoje, suas facetas, nuances e a necessidade de reinventar-se. Com amizades insólitas como Bergman e a boneca Barbie, e inimizades implícitas como James Bond, ela transita entre mundos reais e ficcionais de forma irreverente.

Ao falar sobre a própria trajetória, ela faz um inventário das transformações pelas quais a mulher passou nesses quase 80 anos. E nada escapa ao seu olhar: fetichismo (“Todos os animais são sexualizados”), machismo (“Mulher de pernas de fora e busto alto: tudo o que os homens mais temem”), a entrada da mulher no mercado de trabalho durante a 2ª Guerra (“As da classe média, pois as mulheres pobres sempre trabalharam”), o fato de ser um produto (“Consumia e era consumida”) e uma importante mudança de paradigma na sua trajetória: em 1972, foi lançada a revista americana “Ms” que trouxe na capa a manchete: “Mulher Maravilha para presidente”. “Ms” foi uma resposta à tradição anglo-americana de associar a mulher ao estado civil, dividindo-as entre “Mrs” (casadas) ou “Miss” (solteiras). “A mulher não precisa da chancela do marido para existir”, defende ela.

Essas reflexões são eventualmente interrompidas pelo soar de um telefone que põe em xeque a identidade da personagem e o ofício por ela exercido. O espectador sai da função de mero observador (voyeur) para decifrar o enigma daquela personalidade a partir das pistas (falsas ou verdadeiras?) que ela lhe dá. Através desse jogo temos diante dos olhos mais do que um quebra-cabeça. Temos um rico painel com as principais conquistas sociais femininas e os obstáculos que ela precisou – e precisa ainda – vencer. Ela pode estar sozinha em cena, mas não nessa batalha.

Ficha técnica:

Idealização e performance: Luisa Friese

Direção, texto e cenografia: Joelson Gusson

Dramaturgia: Luisa Friese e Joelson Gusson com a colaboração de Cecília Ripoll

Assistente de direção e produtor executivo: Alan Pellegrino

Figurino: Marenice Alcântara

Adereços: Marcos Vinicius

Iluminação: Renato Machado

Trilha sonora: Ricardo Lee

Preparação vocal: Jorge Maia

Direção de movimento: Toni Rodrigues

Programação visual: Elio de Oliveira

Visagismo: Margo Margot

Fotografia: Luciana Avellar

Direção de produção: Luisa Friese

Realização: Luisa Friese e Dragão Voador

A Maravilhosa História da Mulher que Foi Tirar um Retrato – 2018

Monólogo idealizado por Luisa Friese e dirigido por Joelson Gusson retrata , com perspicácia, as mudanças atravessadas pelas mulheres nas últimas décadas. Para falar de tudo isso a atriz dá vida a ninguém menos que a heroína dos quadrinhos, a Mulher Maravilha. A montagem estreia dia 5 no Sesc Tijuca

Uma mulher chega a um estúdio. Está ali para renovar seu book fotográfico. Um tanto a contragosto, diga-se. “Depois me enchem de photoshop e vou parecer ter 20 anos. Podiam usar as fotos antigas”. Será ela uma diva do cinema? Um símbolo sexual? A musa que revolucionou comportamentos? Sim, todas elas. Ela é simplesmente a Mulher Maravilha, personagem criada em 1941 por William Moulton Marston. Durante as fotos, ela recorda a própria trajetória e, com isso, reflete sobre as principais transformações pelas quais a mulher passou da Segunda Guerra aos dias de hoje. Essa é a linha mestra de “A maravilhosa história da mulher que foi tirar um retrato”, monólogo dirigido por Joelson Gusson, que volta a levar à cena questões atuais. A célebre heroína será vivida por Luisa Friese, que repete com o diretor a parceria de montagens como “Hotel Brasil” e “O animal que ronda”. Joelson e Luisa assinam a dramaturgia que tem ainda a colaboração de Cecília Ripoll. A estreia é dia 5 de outrubro no Sesc Tijuca.

No espetáculo a Mulher Maravilha, personagem ícone mundial e símbolo feminista, sai dos quadrinhos e repensa o seu papel nos dias de hoje, suas facetas, nuances e a necessidade de reinventar-se. Com amizades insólitas como Bergman e a boneca Barbie, e inimizades implícitas como James Bond, ela transita entre mundos reais e ficcionais de forma irreverente.

Ao falar sobre a própria trajetória, ela faz um inventário das transformações pelas quais a mulher passou nesses quase 80 anos. E nada escapa ao seu olhar: fetichismo (“Todos os animais são sexualizados”), machismo (“Mulher de pernas de fora e busto alto: tudo o que os homens mais temem”), a entrada da mulher no mercado de trabalho durante a 2ª Guerra (“As da classe média, pois as mulheres pobres sempre trabalharam”), o fato de ser um produto (“Consumia e era consumida”) e uma importante mudança de paradigma na sua trajetória: em 1972, foi lançada a revista americana “Ms” que trouxe na capa a manchete: “Mulher Maravilha para presidente”. “Ms” foi uma resposta à tradição anglo-americana de associar a mulher ao estado civil, dividindo-as entre “Mrs” (casadas) ou “Miss” (solteiras). “A mulher não precisa da chancela do marido para existir”, defende ela.

Essas reflexões são eventualmente interrompidas pelo soar de um telefone que põe em xeque a identidade da personagem e o ofício por ela exercido. O espectador sai da função de mero observador (voyeur) para decifrar o enigma daquela personalidade a partir das pistas (falsas ou verdadeiras?) que ela lhe dá. Através desse jogo temos diante dos olhos mais do que um quebra-cabeça. Temos um rico painel com as principais conquistas sociais femininas e os obstáculos que ela precisou – e precisa ainda – vencer. Ela pode estar sozinha em cena, mas não nessa batalha.

Ficha técnica:

Idealização e performance: Luisa Friese

Direção, texto e cenografia: Joelson Gusson

Dramaturgia: Luisa Friese e Joelson Gusson com a colaboração de Cecília Ripoll

Assistente de direção e produtor executivo: Alan Pellegrino

Figurino: Marenice Alcântara

Adereços: Marcos Vinicius

Iluminação: Renato Machado

Trilha sonora: Ricardo Lee

Preparação vocal: Jorge Maia

Direção de movimento: Toni Rodrigues

Programação visual: Elio de Oliveira

Visagismo: Margo Margot

Fotografia: Luciana Avellar

Direção de produção: Luisa Friese

Realização: Luisa Friese e Dragão Voador

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