Vulgar – 2015

2015 – dirigido por Miwa Yanagizawa | RJ

A palavra vulgar vem de vulgo. Da plebe, popular. O que é de costume. A língua de um povo na época presente. Tornar conhecido do público, divulgar. Que não se distingue do seus congêneres. E também: baixo, ínfimo, ordinário, reles, de nenhum valor. Trivial.

VULGAR é uma hipótese: se a personagem Nora, da emblemática obra de Ibsen Casa de Bonecas volta pra casa, qual seria um cenário possível?

Os espectadores entram no teatro. Há um homem. Começa uma forte chuva lá fora. Uma mulher entra no palco. Ela espera. Talvez seja um pretexto para que ela encontre o homem. Pra que eles conversem. Estão nas vésperas da estreia de “Casa de Bonecas”, de Henrik Ibsen. Ele é diretor do espetáculo. Ela é a atriz que interpreta Nora. Assim que ela entrou, tudo parecia um sonho, uma visão de vinte anos atrás, quando então eles participavam de uma montagem universitária de “Casa de Bonecas”. Ela estava grávida e abandonou o processo teatral para ter o filho. Nora abandona os filhos e o marido no final da peça de Ibsen. No palco, durante a chuva, eles conversam suas angústias e memórias entre o ensaio de uma cena e outra. Trata-se de um reencontro em que ambos podem atualizar as escolhas feitas no processo de ensaio, entre diretor e atriz. As escolhas que fizeram na vida, entre homem e mulher. Poderia ser essa a hipótese geral da peça, porém, do camarim se escuta resquícios de uma violação que o espectador projeta no palco vazio. Ou seria parte do ensaio? Vulgar é uma máquina de afetos, a dúvida que permanece depois do ensaio.

Artigo: Miwa Yanagizawa fala sobre o pacto entre artista e público no teatro

Dramaturgia – Diego de Angeli

Direção – Miwa Yanagizawa

Atuação – Lucas Gouvêa e Luisa Friese

Ass. De direção – Pedro Yudi

Desenho de som e instalação – Ricardo Cutz

Iluminação e fotos – Mauricio Shirakawa

Fotografia Pinhole – Ana Angélica Costa

Figurino – Yumi Sakate

Movimento – Toni Rodrigues

Operação de som – Pedro Yudi

Idealização – Luisa Friese

Imagens e edição de video – A.RUDÁH filmes

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Vulgar – 2015

2015 – dirigido por Miwa Yanagizawa | RJ

A palavra vulgar vem de vulgo. Da plebe, popular. O que é de costume. A língua de um povo na época presente. Tornar conhecido do público, divulgar. Que não se distingue do seus congêneres. E também: baixo, ínfimo, ordinário, reles, de nenhum valor. Trivial.

VULGAR é uma hipótese: se a personagem Nora, da emblemática obra de Ibsen Casa de Bonecas volta pra casa, qual seria um cenário possível?

Os espectadores entram no teatro. Há um homem. Começa uma forte chuva lá fora. Uma mulher entra no palco. Ela espera. Talvez seja um pretexto para que ela encontre o homem. Pra que eles conversem. Estão nas vésperas da estreia de “Casa de Bonecas”, de Henrik Ibsen. Ele é diretor do espetáculo. Ela é a atriz que interpreta Nora. Assim que ela entrou, tudo parecia um sonho, uma visão de vinte anos atrás, quando então eles participavam de uma montagem universitária de “Casa de Bonecas”. Ela estava grávida e abandonou o processo teatral para ter o filho. Nora abandona os filhos e o marido no final da peça de Ibsen. No palco, durante a chuva, eles conversam suas angústias e memórias entre o ensaio de uma cena e outra. Trata-se de um reencontro em que ambos podem atualizar as escolhas feitas no processo de ensaio, entre diretor e atriz. As escolhas que fizeram na vida, entre homem e mulher. Poderia ser essa a hipótese geral da peça, porém, do camarim se escuta resquícios de uma violação que o espectador projeta no palco vazio. Ou seria parte do ensaio? Vulgar é uma máquina de afetos, a dúvida que permanece depois do ensaio.

Artigo: Miwa Yanagizawa fala sobre o pacto entre artista e público no teatro

Dramaturgia – Diego de Angeli

Direção – Miwa Yanagizawa

Atuação – Lucas Gouvêa e Luisa Friese

Ass. De direção – Pedro Yudi

Desenho de som e instalação – Ricardo Cutz

Iluminação e fotos – Mauricio Shirakawa

Fotografia Pinhole – Ana Angélica Costa

Figurino – Yumi Sakate

Movimento – Toni Rodrigues

Operação de som – Pedro Yudi

Idealização – Luisa Friese

Imagens e edição de video – A.RUDÁH filmes

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